Investimento de US$ 50.000 em um condomínio de casas com taxa contratada de 1% ao mês e obra de 18 meses:
- Todo mês: US$ 500 depositados em dólar
- Ao longo da obra: US$ 9.000 recebidos
- Na entrega: os US$ 50.000 de principal retornam
O pagamento não depende de cotação de mercado, humor de investidor ou manchete de jornal — depende da execução de um projeto com garantia real registrada em seu favor.
As cláusulas que você deve ler antes de assinar
- Posição da garantia: exija primeira hipoteca (first lien). Primeiro a registrar, primeiro a receber numa eventual execução. Segunda posição paga mais justamente porque pode não receber.
- Atraso de obra: o contrato deve dizer o que acontece com os pagamentos se a obra estourar o prazo. Nas estruturas bem desenhadas, a porcentagem continua sendo devida até a quitação do principal.
- Conta escrow e liberação por etapas: o capital da obra deve ficar em conta controlada (escrow), liberado em parcelas conforme inspeções confirmam o avanço físico. Isso impede que o dinheiro vá para qualquer lugar que não a obra.
- Garantia pessoal (personal guarantee): os sócios do developer assinando com patrimônio próprio — o padrão do mercado de crédito privado americano.
- Juros não atrelados ao lucro: além de proteger você de "lucro contábil zero", essa característica é requisito para a isenção fiscal de juros de portfólio, que pode zerar a retenção de 30% na fonte para estrangeiros (com o formulário W-8BEN entregue).
Diferente de alugar um imóvel, aqui não há inquilino, manutenção nem vacância: o fluxo é financeiro e o prazo é definido. O outro lado da moeda: o capital fica comprometido até o fim da obra. Não invista o dinheiro da emergência — para isso existem rotas líquidas, como as do nosso guia de dolarização de patrimônio.